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De novo?

Sim, um raio pode cair 3 vezes no mesmo lugar! Não estou falando do fenômeno Usain Bolt, tri-campeão nas modalidades de 100 e 200 metros e no revezamento dos 400 metros! Não, eu me refiro à nossa sempre “duvidosa” capacidade de organizar grandes eventos. Essa desconfiança começou nos Jogos Pan-Americanos, em 2007, se agravou na Copa do Mundo de 2014, quando inúmeras manifestações populares passaram a nos assombrar com o slogan ameaçador “Não vai ter Copa” e culminou agora, na conturbada, super-faturada e sempre questionada organização das Olimpíadas Rio 2016!

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Mundo x Olimpíadas!

As mídias nacionais e internacionais ajudaram bastante a aumentar essa tensão, quando atacaram diariamente a capacidade do Rio de Janeiro em sediar um evento tão grandioso, minando a auto-estima carioca com manchetes catastróficas e difamatórias. Até um repórter brasileiro, mas meio que “exilado” láááá em Veneza, passou a chamar o evento de “As Olimpíadas do Cocô”! Ficou provado, também pelas mídias nacionais e internacionais que, na verdade, cocô era o que saía da boca ferina e venenosa desse recalcado “jornalistazinho do apocalipse”!

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Até tu, Brutus?

Mas, a bem da verdade, eu mesma tenho que mais uma vez fazer um belo “mea-culpa”, pois passei do orgulho por minha cidade ter sido a escolhida como sede das Olimpíadas, lá em 2009, à total descrença, má-vontade e medo, por tudo de errado que poderia acontecer no Rio de Janeiro! Das obras mal feitas e inacabadas, ao pânico em relação à segurança, novamente me vi preocupada e desanimada por receber vários hóspedes estrangeiros nessa “terra de ninguém”!

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Manifestação da Polícia Federal no Galeão, poucos dias antes do início dos Jogos

Problemas, problemas e mais problemas…

Escândalos de super-faturamento nas obras, atrasos mil, problemas com infra-estrutura e segurança, ameaça da zika, grave crise política e econômica e o desabamento de parte da ciclovia só pioraram esse tenebroso cenário pré-olimpíadas! A este baixo astral se somaram os vários e seguidos ataques terroristas que aconteceram na Bélgica, na Turquia, na França e na Alemanha. Se lá a segurança falhou feio em TODOS os atentados, as possibilidades de algo monstruoso acontecer por aqui durante as Olimpíadas seriam enormes!

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Mais uma vez sofri e me preocupei além da conta, pois já tinha vivido isso tudo em 2014 , quando problemas semelhantes aconteceram durante a Copa 2014! Porém, no final, aquele evento deixou um saldo extremamente positivo para o país, em termos tangíveis e intangíveis (leia meu relato sobre a Copa 2014). Sei que nem tudo foram flores durante a Copa e as Olimpíadas, mas mais uma vez a cidade, o país e seu povo maravilhoso conseguiram dar a volta por cima e fazer um espetáculo criativo, alegre e emocionante, que já entrou para a História, apesar dos inúmeros problemas e da pouca verba que tivemos!

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A Olimpíada da gambiarra!
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A criatividade brasileira!

Mais uma virada no jogo!

Pois é, provamos novamente que o “jogo de cintura”, tão comum aos brasileiros, quando usado para o bem, e não apenas para “se dar bem”, faz uma enorme e positiva diferença! Esta mudança dificílima de mentalidade é que precisa se incorporar à nossa cultura, pois já vimos várias vezes que, unidos por uma boa causa e sem o pernicioso “jeitinho brasileiro”, podemos operar verdadeiros milagres e conseguir transformações significativas!

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Os melhores produtos brasileiros: alegria, criatividade e irreverência!

Os destaques

E assim foi, pela terceira vez! Na primeira semana antes das Olimpíadas, os mais variados contratempos apareceram, alguns bem básicos que queimaram bastante o nosso filme…mas acabaram sendo resolvidos ou minimizados, deixando um saldo bem mais positivo do que negativo, ufa!!! Dentre as mais variadas iniciativas, as minhas medalhas de ouro vão para:

A cerimônia de abertura

Depois de tantos tropeços, finalmente começamos a entrar nos eixos e conseguimos virar o jogo, aos 45 minutos do 2º tempo, encantando e surpreendendo cerca de 5 bilhões de espectadores mundo afora! Mostramos que temos capacidade sim, de fazer um show criativo e emocionante, com apenas 15% da verba que foi destinada à cerimônia de Londres!!!

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Contamos a nossa História
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Mostramos a nossa alegria!
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Cantamos a nossa música junto com Tom Jobim, nosso “muso”!

Quem acendeu a pira

A escolha não poderia ter sido mais representativa do que Vanderlei Cordeiro da Silva! A princípio fiquei meio frustrada por não ter sido Pelé, o nosso “Atleta do Século”, mas no final das contas, o simpático maratonista caiu feito uma luva dentro do nosso contexto olímpico! Com muito fairplay, alegria e descontração, mais uma vez os cariocas conseguiram dar a volta por cima e passar a perna nas inúmeras adversidades! E viva a gambiarra!

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Vanderlei Cordeiro da Silva, medalhista de ouro na modalidades fairplay e simpatia!
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A escultura cinética de Antony Howie: mais uma inovação das nossas Olimpíadas!

A Pira do Povo na Candelária

Pela primeira vez na história dos Jogos, a pira ficou fora do Estádio Olímpico e essa ideia genial deu super certo! Próxima à área revitalizada da Praça Mauá, seguindo pela agradável Orla Conde, a “Pira do Povo” virou ponto obrigatório de turistas e torcedores! Além da belíssima escultura cinética de Antony Howie, também brilharam as projeções de luzes na Candelária, ao fundo, formando um espetáculo gratuito inesquecível! Deu #pireinapira direto!

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“Pira do Povo” com a Igreja da Candelária ao fundo abençoando as Olimpíadas!

As Arenas

Foram 32 estádios e ginásios simples, mas bonitos, foram construídos e aprovados pela maioria dos atletas e dos torcedores! O enorme espaço do Parque Olímpico, além de bonito, foi muito bem aproveitado com várias atrações paralelas às competições. A mega loja, apesar dos preços salgados, tinha muitas opções para todas as idades. O Maracanã, o Maracanãzinho e o Engenhão também estavam bem adequados, com bom acesso e ótima sinalização dos incontáveis voluntários!

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Arena do tênis, a mais bonita!

Mobilidade

As férias escolares e os 4 feriados funcionaram bem, assim como as faixas olímpicas (que foram respeitadas!), o novo metrô da linha 4, o BRT e o VLT. As falhas nos 3 últimos foram pontuais e logo ajustadas às necessidades;

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Linha 4 do metrô na ponte estaiada na Barra da Tijuca
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Estação do BRT

Segurança

O aumento de 20 mil para 85 mil agentes da Força Nacional deu a sensação de segurança à cidade, mas infelizmente não impediu a lamentável morte de um dos seus membros. Mas, como disse uma inglesa com quem conversei na fila do Engenhão, a “bolha olímpica” em que estávamos inseridos funcionou muito bem!

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Obrigada Força Nacional!

Infraestrutura

Apesar das inúmeras críticas e receios em relação à organização das Olimpíadas, os aeroportos do Galeão e o Santos Dumont funcionaram bem e deram conta dessa hercúlea tarefa de receber tantos passageiros! Os sistemas de energia e comunicação, grande preocupação antes dos jogos, foram bastante eficientes! No dia 22/08 o Galeão teve recorde de público, quando 85 mil passageiros lotaram o aeroporto, sem confusão! Escolas de Samba e apresentações ao vivo de bossa-nova amenizaram a espera nas longas, porém organizadas filas!

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Aeroporto do Galeão: pistas lotadas de aviões comerciais e jatinhos particulares

Hospitalidade

Passada a “marra” e a má-vontade inicial, os cariocas e os brasileiros em geral voltaram à sua vocação natural de alegres e hospitaleiros anfitriões, ajudando os turistas estrangeiros com muita presteza e simpatia, compensando até mesmo a falta de conhecimento de línguas estrangeiras!

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Obrigada voluntários!

As surpresas olímpicas

Thiago Braz, ouro no Salto com Vara; Martine Grael e Kahena Kunze, ouro na Vela; Alison e Bruno Schmidt, ouro no Vôlei de Praia; Rafaela Silva, ouro no Judô; Robson Conceição, ouro no Boxe; Isaquias Queiroz, prata na Canoagem; Felipe Wu, prata no Tiro, Poliana Okimoto, bronze na Maratona Olímpica; Maicon Siqueira, bronze no Taekwondo; Mayra Aguiar, bronze no Judô; Rafael Silva, bronze no judô! Parabéns a todos! E aos outros medalhistas, parabéns também!

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Thiago Braz: medalha de ouro no salto com vara
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Nossos atletas olímpicos

A tolerância

E não poderia ter sido de outra forma! Os brasileiros em geral, e os cariocas em particular, primam pela generosidade e tolerância com o que é dito “diferente”! Me diga em que outro lugar da face da terra, além do Saara, no Centro do Rio de Janeiro, árabes e judeus convivem tão bem, há anos? E não se esqueçam que em 2009 o Rio foi eleito como o melhor destino gay do mundo e que houve 2 pedidos de casamento no Parque Olímpico: um feito entre 2 moças e outro entre 2 rapazes! E o melhor de tudo, ambos disseram SIM!!! Que sejam felizes!

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O amor é sempre lindo!

O Boulevard Olímpico

Parte da grande área revitalizada da Zona Portuária do Rio, essa nova avenida do Porto Maravilha conta agora com o belíssimo “Mural Etnias”, pintado especialmente para o evento pelo grafiteiro Eduardo Kobra, que trabalhou 12 horas por dia, durante 2 meses! Mas valeu a pena, pois o seu trabalho entrou para o Guinness, o “Livro dos Recordes”, como o maior painel do mundo, com 250 metros de pura explosão de cores e encantamento!

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As Casas dos Países

Com inúmeras festas, atrações e brindes, essas casas temáticas vão deixar muita saudade! Foram dezenas de endereços espalhados por vários cantos da cidade, com programações intensas e diversificadas que conseguiram entrar, com louvor, na apertada e concorrida agenda olímpica! Algumas ficaram em lugares paradisíacos, como o Baixo Suiça (fotos abaixo) e sete delas vão permanecer abertas durante as Paralimpíadas!

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“Baixo Suiça” na Lagoa Rodrigo de Freitas

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Os voluntários

Panamericano, Copa ou Olimpíadas, NADA seria possível sem eles! Muitas vezes sem nem mesmo falar um idioma estrangeiro, os simpáticos(as) voluntários(as) conseguiram a mágica de se comunicar com os gringos! Vi várias cenas do gênero, coisa de brasileiro, sabe como é…

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De novo: obrigada voluntários!

Os mitos

Foi aqui, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, e não em outra cidade, que Bolt e Phelps quebraram seus recordes mais uma vez, conseguiram seus tri-campeonatos e disseram adeus aos pódios em grande estilo! E foi também aqui que o fenômeno Simone Biles brilhou para o mundo na sua primeira e vitoriosa Olimpíada! E não preciso falar mais nada!

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O Raio Usain Bolt!
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Mais uma vitória de Phelps!
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A simpatia de Simone Biles

Os dois ouros da redenção!

Com as duas últimas medalhas de ouro no futebol e no vôlei masculino, dois fantasmas foram finalmente exorcizados, e de uma só vez! Fechamos literalmente as Olimpíadas com chave de ouro, então piadinha do 7×1 já deu, né alemoada? Rogério Micale reconheceu seus erros, deu a volta por cima e acabou fazendo um belo trabalho com a seleção de futebol! No vôlei, Bernardinho somou mais um título à sua brilhante trajetória e Sérginho já pode finalmente se aposentar, também em grande estilo!

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Time do vôlei e equipe técnica
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Seleção brasileira

O ótimo guia Visit.rio

Esse guia turístico, bilíngue e gratuito, foi amplamente distribuído para os turistas. Nele há informações e dicas preciosas sobre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos e também sobre as atrações no Rio: como chegar, preços, horários, etc. Os exemplares e mapas da cidade estão sendo distribuídos nos vários quiosques espalhados por aeroportos, shoppings, praças e praias.

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Os copos de cerveja

O preço era salgado (R$ 13,00!), a cerveja era gelada mas não tão boa, mas colecionar esses copos com as diferentes modalidades olímpicas virou febre e fez muita gente voltar a ser criança, trocando os repetidos! Vi muito marmanjo dizendo que a troca era para completar a coleção do “filho”! Hãhã…

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Frase ninja!

O Rio de Janeiro é a ‘ex’ que ficou gostosa!

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Mas claro, houve vários descompassos olímpicos também, que receberam medalha de lata enferrujada, tais como:

A Vila dos Atletas inacabada

Isso foi o maior mico! Depois de muitas queixas de ralo entupido, infiltrações, pintura inacabada, rede elétrica falhando, sujeira, etc., 630 profissionais foram chamados às pressas para terminar o que já deveria estar mais do que pronto! Como se isso já não bastasse, o prefeito ainda conseguiu piorar a cena, falando besteira sobre a equipe australina…muito sem noção, podíamos ter dormido sem essa! E ele teve que se retratar, quando recebeu um canguru dessa mesma delegação!

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Eduardo Paes e a australiana Kitty Chiller: o canguru é o símbolo do faiplay na Austrália desde os anos 80, entendeu prefeito, ou tem que desenhar?

A piscina verde

Pode isso Arnaldo? A regra é clara: óbvio que não pode! O Incrível Hulk ia competir? Não né, então foi outro mico que pagamos desnecessariamente! E ficou feio na TV, e demorou para ser explicado e mais ainda para ser resolvido…um fiasco!

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Parque Aquático Maria Lenk

As decepções olímpicas brasileiras

Nenhuma medalha para a natação, é isso mesmo??? As meninas do futebol mereciam pelo menos o bronze, que pena… um time que tinha Marta deveria estar pelo menos entre os 3 primeiros lugares! As meninas do vôlei também não foram nada bem, nem as do basquete, nem as do handball, nem as da ginástica artística! E tem mais: dos 465 brasileiros que participaram dos Jogos do Rio, 33 ficaram na lanterna nas suas respectivas modalidades! 🙁

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A desolação de Marta

Os preços estratosféricos

TUDO, absolutamente TUDO estava hiper-inflacionado, numa cidade que já estava caríssima, há anos! Ôôôô ambição desmedida, só porque viriam os gringos com os seus dólares e euros? E nós brasileiros, que ganhamos um desvalorizado real e estamos atravessando uma terrível crise econômica, como ficamos? Pode o nosso mascote de pelúcia custar R$ 100,00? Feio isso, mas bem-feito, como castigo, muitos ingressos encalharam!

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Ingressos caríssimos e dificílimos de comprar!

As longas filas

Ok, brasileiro deixa tudo para a última hora, mas faltou contingente para fazer as revistas de “aeroporto internacional” nas entradas das arenas e dos estádios! Por conta disso, muita gente perdeu o início ou quase toda a competição, das mais variadas modalidades! Outro furo: o metrô só funcionava até 1 hora da manhã, e como várias competições acabaram bem depois disso, muitas pessoas ficaram na mão! Why????

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As filas intermináveis

A alimentação

Conjunção dos astros para dar tudo errado? Não, foi incompetência mesmo, pois faltou comida, faltou bebida, quando vinha a comida ela estava ou congelada ou queimada! Os funcionários não davam conta de tanta gente, apesar de haver uma fila específica para comprar o tíquete e outra para pegar os produtos, ambas enoooormes! Depois essa questão, pra lá de básica, foi resolvida, mas foi outro mico gigante e inadmissível! Tudo foi bem amenizado depois, mas de novo pergunto: why?

Novos comentários do nosso prefeito

Mas eu não vou nem perder o meu tempo e o seu elencando as bobagens e piadinhas sem graça dele…como falou asneira! Olha a cara do toupeira!

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Paes falou muuuuuita besteira!

O francês do salto com vara

Antipáááático toda vida, Renaud Lavillenie, que é campeão mundial e foi medalhista de ouro em 2012 nas Olimpíadas de Londres, após ter ficado com a prata, reclamou das vaias do público brasileiro. Ainda teve o seu chororô no pódio, na cerimônia de entrega das medalhas… mas o ápice da boçalidade foi a comparação que ele fez entre a plateia brasileira e a da Alemanha Nazista, nas Olimpíadas de 1936! É, inveja e arrogância são uma caca!

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Renaud Lavillenie criticando as vaias do público

Um certo louro de farmácia

Tão mentiroso e falso como os seus cabelos platinados, virou piada mundial e perdeu todos os seus patrocinadores! Locht, aprenda essa para o resto da sua vida: “se beber, não fale”! Outra dica, vê se cresce, seu bonitinho mas ordinário!

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Ótimo trocadilho!

Algumas considerações pós-olímpicas: fatos relevantes

A rendição das mídias

Novamente as mídias se renderam e se rasgaram em elogios e “mea-culpas”, depois de detonarem a cidade e as Olimpíadas sem dó nem piedade! Assim como aconteceu na Copa de 2014, jornalistas brasileiros e estrangeiros se desculparam e escreveram belos textos elogiando a cidade, inspirados pelas suspresas com o que estavam vendo! Confira alguns bons textos clicando nos sites abaixo:

Estrangeiros elogiam “alto astral” da abertura e dizem que Jogos são um “respiro” para o Brasil
COI faz balanço da Rio 2016 e elogia evento: Icônico
Eu não aguento mais ataques ao Brasil. Cansei!
Vejo mais mosquitos em Paris do que no Rio!
O que passa e o que fica
Brazil: the only way is up
Oh Rio, Rio — the unbelievable Olympics men’s road race

Faria, sim, a Olimpíada outra vez aqui. O Rio mostrou que é possível ter Jogos em países que não lideram a lista do PIB. Thomas Bach, Presidente do COI

Já sinto saudade da beleza do Rio e da simpatia do seu povo. Obrigado por nos fazer sentir tão bem-vindos! Michael Phelps, nadador e mito americano

Isto é uma alegria contagiante, esta música, esta dança. Parece que o Brasil está colocando o seu coração nesta cerimônia de encerramento numa forma que simplesmente não ocorreu na abertura. Sarah Lyall, New York Times 

Adorei esta:

A chama foi apagada, fogos brancos brilhantes disparados do teto do estádio e capturados por uma câmera externa. O Maracanã é um farol iluminado no Rio. Isso foi espetacular!” BBC

Ausências comemoradas com medalha de platina

A zika, o terrorismo e a poluição das águas! Apesar do grande alarmismo que veio das mídias estrangeiras, principalmente dos Estados Unidos, não houve um só registro de dengue, zika ou chicungunha! O Rio está, pelo menos por enquanto, mais seguro do que Miami! E cheio de novíssimas atrações no Centro, veja o mapa abaixo :

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Mapa das novidades no Centro do Rio

A sujeira da Lagoa Rodrigo de Freitas e da Baía de Guanabara não impediram que as provas fossem realizadas. E ainda mostramos belíssimas paisagens para o mundo! Mas claro, isso não é motivo para que a despoluição seja novamente esquecida! O terrorismo, ainda bem, deixou o Rio de Janeiro em paz! O esquema de segurança foi revisto e reforçado, vários suspeitos foram detidos e o medo deu lugar ao alívio e à descontração!

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Praça Mauá lotada!

A hospitalidade

Além dos Jogos em si, a despedida da cidade também vai ficar na memória por muito tempo, mais uma vez pela criatividade e alegria! Trinta componentes, entre passistas e ritmistas da Mangueira, com muita ginga e samba no pé, alegraram os passageiros do Aeroporto Internacional! A Banda Nova, que tem o filho e o neto de Tom Jobim como integrantes, tocou bossa-nova e também encantou atletas e turistas. E claro, o mascote Vinícius também apareceu lá para se despedir! Antes do embarque, muitos deixaram simpáticos recados num mural de despedida, que vai compor o acervo histórico do Galeão!

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Equipe australiana, agora bem satisfeita!
Olha o Vinícius aí, geeeeeente!

Minha visão dos Jogos

Não sou nada fã do nosso prefeito, mas não tem como não dar a mão à palmatória, pois ele fez coisas incríveis pela cidade! Inspirando-se nas Olimpíadas de Barcelona 1992, que foram um sucesso e um dividor de águas naquela cidade, no quesito turismo, Eduardo Paes revolucionou a paisagem, a mobilidade e o lazer no Rio de Janeiro. Ele foi um visionário que sempre acreditou no enorme potencial turístico do Rio de Janeiro, principalmente da Zona Portuária, e também ajudou a devolver a auto-estima aos cariocas, que estava no chão!

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Paes literalmente detonou a cidade, para que outra muito mais bonita e amigável ressurgisse da poeira

O Centro revitalizado

A cidade, agora, tem uma bela opção de lazer em pleno Centro da cidade, que estava bem degradado e esquecido! E quando vemos as fotos do antes e do depois da derubada da Perimetral, e todas as mudanças que vieram junto, realmente não dá para acreditar que ficamos taaaanto tempo com esse horrendo elevado encobrindo paisagens, praças e belos edifícos históricos!

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Orla Conde
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Orla Conde bem animada durante as Olimpíadas

O entorno da Candelária

A área da Igreja da Candelária também foi revitalizada e agora é um agradável espaço com boa iluminação, paisagismo e bancos para se sentar e apreciar a beira-mar, agora sem interferências! A poucos passos de lá temos food-trucks e food-bikes e em breve contará com quiosques padronizados. Veja as fotos abaixo que mostram o antes, o durante e o após a derrubada do medonho Elevado da Perimetral!

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A Candelária aparece à esquerda; à direita a Perimetral serpenteia toda a beira-mar
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A igreja da Candelária cortada pelo horrendo elevado!
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As obras de revitalização após a derrubada do elevado
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A agradável beira-mar foi devolvida à paisagem urbana! Nada mais tampa a visão da bela Candelária!

A Praça Mauá, onde tudo começou!

A transformação da Praça Mauá também pode ser vista nas fotos abaixo, que mostram a enorme extensão do elevado da Perimetral, que seguia do Aeroporto Santos Dumont até o final da Zona Portuária, no Armazém 8!

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Perimetral antes da sua implosão
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Praça Mauá escondida pelo elevado da Perimetral e o seu píer ainda sem o Museu do Amanhã
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Outro ângulo do enorme elevado encobrindo e enfeiando a Praça Mauá
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Além da beira-mar, vários prédios antigos e históricos ficaram escondidos, por anos
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Praça já sem a Perimetral, obras a todo vapor!
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Praça Mauá com o Museu do Amanhã

A Praça XV

A Praça XV, outro belo ponto turístico e histórico, cartão de visita da cidade durante três séculos, também precisava de uma repaginada para voltar a ter o glamour dos bons tempos! Então, as marcantes mudanças na sua paisagem devolveram a visibilidade de prédios históricos antes esquecidos, tais como o Paço Imperial (1743), o Chafariz da Pirâmide de Mestre Valentim (1789), o antigo Convento do Carmo, o Arco dos Teles, entre outros.

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A Praça XV e vários prédios históricos cortados pela Perimetral

A Praça XV, com seus 215 mil m² de áreas verdes de puro lazer, formam agora um grande passeio público, que permite uma agradável caminhada à beira-mar até o Armazém 8, na Zona Portuária. Aos poucos, as pessoas começaram a reocupar esses espaços, que transbordaram de incríveis atrações durante as Olimpíadas! Pedestres e ciclistas já têm desfrutado bastante da Orla Conde, uma bem-vinda novidade!

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A bela Praça XV encoberta pelo feio elevado
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A implosão do elevado
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A retirada do entulho
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Praça livre do minhocão! Orla Conde quase pronta!

O “legado” olímpico

Não cabe aqui discutir o polêmico mérito político-econômico desses 7 estressantes anos, mas sim destacar o significado do tão falado “legado” pós Olimpíadas, o maior evento esportivo do mundo! Acho que muito pouco do que temos visto de bom e de novo na nossa cidade não teria saído do papel, se não fossem as Olimpíadas e a obssessão de Eduardo Paes! Tudo começou com a ideia “estapafúrdia” da derrubada da Perimetral e a modernização da Praça Mauá, que nada tinham a ver com as instalações olímpicas propriamente ditas, mas que na verdade tinham tudo a ver com o “espírito” das Olimpíadas!

E não é que deu certo?

A escolha por reurbanizar a Praça Mauá, local histórico onde o Rio de Janeiro teve o seu início, não se deu ao acaso, pois lá seria, pela segunda vez, o berço do renascimento de uma cidade mais humana, acolhedora e moderna. Das cinzas de um enorme lugar degradado e abandonado por seus habitantes, assim como era a zona portuária de Barcelona, antes de 1992, ressurgiu aqui no Rio um belo e agradável espaço de convivência!

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Museu do Amanhã na Praça Mauá
A Orla Conde

A beira-mar e todo o seu entorno de mais de 5 milhões de metros quadrados foram devolvidos aos cariocas, que se esbaldaram durante as Olimpíadas! Novo queridinho do povo, o Centro da cidade, agora revitalizado, com bons acessos e várias opções de lazer, bateu a Praia de Copacabana no quesito cartão-postal mais disputado da cidade! A Orla Conde b-o-m-b-o-u! Veja as atrações abaixo:mapa-boulevard-olimpico-porto-maravilha_tumb

 

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Boulevar Olímpico revitalizado!

Veja o Boulevard Olímpico como era antes das inúmeras e bem-vindas intervenções!

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Área do Boulevard Olímpico, próximo ao Mural Etnias, ainda com a Perimetral!
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Boulevard Ollímpico começando a surgir em meio ao entulho das obras

Um up na mobilidade

A duplicação da pista do Elevado do Joá, o metrô da linha 4, o BRT e o VLT, para citar apenas alguns itens, também foram obras vitais para a cidade, melhorando a difícil e caótica mobilidade na cidade. Resta agora ficar de olho bem aberto para que as melhorias feitas sejam mantidas pela população e pelos órgãos públicos responsáveis, e que as obras inacabadas não fiquem esquecidas e abandonadas! Cabe a nós, cidadãos, continuar fazendo essas cobranças!

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Saudade, palavra tão brasileira…

É, tudo o que é bom dura pouco (nunca pensei que fosse dizer isso sobre as Olimpíadas!)…O que fica é um sentimento de orgulho e de dever (bem) cumprido! E a certeza de que agora a palavra SAUDADE é conhecida por quase 5 bilhões de pessoas ao redor do mundo! OBRIGADA RIO! Foi incrível, foi divertido, foi inesquecível, foi épico!!!

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Sim, saudade é amor!

Boa sorte Tóquio 2020! Mas antes, Paralimpíadas, aqui vamos nós outra vez!

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Arigatô Rio!

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Curiosidade em números “olímpicos”!

– 5 bilhões de espectadores de todo o mundo acompanharam o evento;
– 700 milhões de reais foram arrecadados pelo COB em 4 anos, um investimento 50% maior do que o de 2012. Mas, a melhora no desempenho foi de apenas 10%! Tem alguma coisa errada aí!
– 13 milhões de passageiros foram transportados pelo metrô carioca; o recorde em um único dia foi de 1,12 milhões de pessoas;
– 4 milhões de visitantes lotaram os 3 novos e enormes espaços públicos: Praça Mauá, Parque de Madureira e Centro Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande;
– 2,6 milhões de materiais impressos (guias e mapas) foram distribuídos nos postos de informações turísticas;
– 1,17 milhões de turistas vieram ao Rio, sendo 760 mil brasileiros e 410 mil estrangeiros;
– 1 milhão de pessoas foram à Praça Mauá no dia 21/08;
– 114 quilômetros de vias com BRT estão disponíveis até agora;
– 96% dos turistas recomendariam o Rio aos amigos, porque acharam os cariocas ótimos anfitriões;
– 94,6% dos estrangeiros aprovaram os aeroportos;
– 94% foi o índice da ocupação hoteleira;
– 91% gostaram das arenas olímpicas;
– 90% foi o índice de aprovação no quesito segurança;
– 83% se sentiram seguros no Rio e gostaram do comportamento da torcida;
– 78% não sentiram dificuldade em se deslocar;
– 76% elegeram a praia como melhor programa )depois o Cristo Redentor e por último o Pão de Açúcar);
– 73 recordes mundiais e olímpicos foram batidos;
– 70% foi quanto o comércio cresceu na Zona Sul;
– 63% acharam que os Jogos do Rio foram tão bons ou até melhores do que os das edições anteriores;
– 62% dos turistas eram homens e 40% vieram com suas famílias;
– 40% dos visitantes foram ao Boulevard Olímpico; 30% ao Corcovado; 20% às praias; 10% ao Pão de Açúcar;
– 38% apontaram o calor como o pior aspecto;
– 30% foi o aumento nas visitas aos pontos turísticos;
– 24% elegeram o sistema de transporte como o aspecto mais positivo;
– 17% dos estrangeiros eram americanos, 11% argentinos e 8% alemães;
– R$ 424,00/dia foi a média gasta pelos estrangeiros; a dos brasileiros foi R$ 310,00/dia;
– 135 mil pessoas partiram da cidade no dia 22/08: 85 mil pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim e 50 mil por terra;
– 28 mil bagagens foram despachadas nesse dia;
– 26 mil jornalistas credenciados cobriram o evento;
– 11.303 atletas disputaram 42 modalidades em 32 arenas;
– 8,7 mil atendimentos médicos foram realizados, a maioria por crise hipertensiva;
– 2 mil toneladas de lixo, aproximadamente, foram recolhidas nos 17 dias do evento;
– 206 delegações de países participaram dos Jogos;
– 71 disputas do Brasil em finais: esse desempenho é 49% superior ao de Londres 2012, quando foram apenas 36 finais!
– 39º lugar seria a sua classificação mundial, se Phelps fosse um país!
– 28 medalhas, sendo 23 de ouro, foram ganhas por Michael Phelps, maior atleta olímpico de todos os tempos;
– 19 medalhas foi o número do Brasil nesta Olimpíada, em 12 modalidades apenas (em 2012 foram 17);
– 13º lugar foi a nossa colocação;
– 9 entre 10 turistas pretendem voltar à cidade;
– 9 dias foi o tempo médio que os turistas ficaram na cidade.

cristo-medalha-rio-20161
Rio, cidade nota 10! Brasil, país nota 1000!

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