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A revolução em meio ao caos!

Não sou nada fã do nosso prefeito, mas não tenho como não dar a mão à palmatória, pois ele fez coisas incríveis pela cidade! Inspirando-se nas Olimpíadas de Barcelona 1992, que foram um sucesso e um divisor de águas naquela cidade, no quesito turismo, Eduardo Paes revolucionou a paisagem, a mobilidade e o lazer no Rio de Janeiro. Ele foi um visionário que sempre acreditou no enorme potencial turístico do Rio de Janeiro, principalmente da Zona Portuária, e especificamente na nova Orla Conde, obras que também ajudaram a elevar a auto-estima aos cariocas, que estava no chão!

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A implosão do elevado da Perimetral: o começo de um novo começo

O Centro renasce literalmente das cinzas!

A cidade, agora, tem uma bela opção de lazer em pleno Centro da cidade, que estava bem degradado e esquecido! E quando vemos as fotos do antes e do depois da derubada da Perimetral, e todas as mudanças que vieram junto, realmente não dá para acreditar que ficamos taaaaaanto tempo com esse horrendo elevado encobrindo paisagens, praças e belos edifícos históricos!

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A orla foi finalmente devolvida à população
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A Praça é do povo!

As revitalizações

Com a Orla Conde, um novo e agradável caminho se abriu à beira-mar, que agora reune várias praças e proporciona maior contato dos moradores e visitantes da cidade com a História do Centro e da Região Portuária do Rio! Além disso, 27 importantes centros culturais, do Aterro do Flamengo à Avenida Rodrigues Alves, estão conectados! São 287 mil m² e 3,5 quilômetros de área de convivência ligando o Armazém 8 ao Museu Histórico Nacional!

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O bonito deque de madeira do novo percurso de 3,5km
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A passagem agora é livre, do Armazém 8 até o Aterro do Flamengo!

O entorno da Igreja da Candelária

Nesse percurso, várias revitalizações foram feitas, tais como a da Igreja da Candelária, endereço da “Pira Olímpica”, que se transformou num grande e aprazível espaço com boa iluminação, paisagismo e bancos de frente pra a beira-mar, agora com uma bela vista, sem nenhuma interferência! A poucos passos de lá temos food-trucks e food-bikes e em breve haverá quiosques padronizados. Veja as fotos abaixo que mostram o antes, o durante e o após a derrubada do medonho Elevado da Perimetral!

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Pedacinho da Candelária à esquerda; à direita a Perimetral serpenteia toda a beira-mar
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A igreja da Candelária cortada pelo horrendo elevado!
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As obras de revitalização após a derrubada do elevado
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A agradável beira-mar foi devolvida à paisagem urbana! Nada mais interfere na visão da bela Candelária!

A Praça XV

Outro belo ponto turístico e histórico, cartão de visita da cidade durante três séculos, a Praça XV também precisava de uma repaginada para acompanhar a “nova” vizinhança, e para voltar a ter o glamour dos bons tempos! Então, as marcantes mudanças na sua paisagem devolveram a visibilidade de belos prédios históricos antes esquecidos, tais como o Paço Imperial (1743), o Chafariz da Pirâmide de Mestre Valentim (1789), o antigo Convento do Carmo, o Arco dos Teles, entre outros.

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A Praça XV e vários prédios históricos cortados pela Perimetral

Esta praça, com seus 215 mil m² de áreas verdes de puro lazer, é agora um grande passeio público, que permite uma agradável caminhada à beira-mar até o Armazém 8. Aos poucos, as pessoas começaram a reocupar esses espaços, que transbordaram de incríveis atrações durante as Olimpíadas! Pedestres e ciclistas já têm desfrutado bastante da Orla Conde, essa muito bem-vinda novidade!

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A bela Praça XV encoberta pelo feio elevado
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Metade do elevado já emplodido
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A retirada do entulho
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Praça livre do minhocão! Orla Conde quase pronta!

A Praça Mauá

Outra gigantesca transformação ocorreu na Praça Mauá, que não só representa o centro da cidade, mas também o centro do país! As fotos abaixo mostram a enorme extensão do elevado da Perimetral, que seguia do Aeroporto Santos Dumont até o final da Zona Portuária, no Armazém 8, enfeiando o entorno! O MAR e o Museu do Amanhã completaram esse local que, desde a inauguração, tem oferecido várias atrações aos cariocas e visitantes!

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Perimetral antes da sua implosão e o píer sem o Museu do Amanhã
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Praça Mauá escondida pelo elevado da Perimetral
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Outro ângulo do elevado encobrindo a Praça Mauá; os 2 prédios em primeiro plano virariam o MAR!
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Além da beira-mar, vários prédios antigos e históricos ficaram escondidos, por anos
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Praça já sem a Perimetral, obras a todo vapor!
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Praça Mauá com o Museu do Amanhã

A grande obsessão

Não vou discutir aqui o polêmico mérito político-econômico desses 7 estressantes anos de obras, mas sim destacar o significado do tão falado “legado” pós Olimpíadas, o maior evento esportivo do mundo! Acho que muito pouco do que temos visto de bom e de novo na nossa cidade não teria saído do papel, se não fossem as Olimpíadas e a obssessão de Eduardo Paes! Tudo começou com a ideia “estapafúrdia” da derrubada da Perimetral e a modernização da Praça Mauá, que nada tinham a ver com as instalações olímpicas propriamente ditas, mas que na verdade tinham tudo a ver com o “espírito” das Olimpíadas!

O reinício da cidade

Então, a escolha por reurbanizar a Praça Mauá e o seu entorno, local histórico onde o Rio de Janeiro e o Brasil tiveram o seu início, não se deu ao acaso, pois lá seria, pela segunda vez, o berço do renascimento de uma cidade mais humana, acolhedora e moderna. Das cinzas de um enorme lugar degradado e abandonado por seus habitantes, assim como era a zona portuária de Barcelona, antes de 1992, ressurgiu aqui no Rio um belo e agradável espaço de convivência!

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Museu do Amanhã, na Praça Mauá, tomada pelos visitantes, como deve ser!

Orla Conde: a beira-mar é devolvida ao público!

Assim, a beira-mar com a Orla Conde e todo o entorno da Praça Mauá, com seus de 5 milhões de metros quadrados, foram devolvidos aos cariocas, que se esbaldaram durante as Olimpíadas! Novo queridinho do povo, o Centro da cidade, agora revitalizado, com bons acessos e várias opções de lazer, bateu a Praia de Copacabana no quesito cartão-postal mais disputado da cidade! Veja o Boulevard Olímpico como era antes das inúmeras e bem-vindas intervenções!

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O povo encheu as praças durante as Olimpíadas

O Mosteiro de São Bento

A criação da Orla Conde só foi possível graças a um acordo feito com a Marinha, que liberou ao público um trecho no contorno do Morro de São Bento, cuja área militar, de frente para a Baía de Guanabara, estava fechada há muito tempo. Com isso, o imponente Mosteiro de São Bento, uma das mais antigas construções do Rio, voltou a se destacar no cenário, pois por quase meio século ele só podia ser visto de relance por quem passava pelo elevado, e, mesmo assim, por trás do gradil que cercava a via no trecho do I Distrito Naval. Esse cerco foi uma exigência da Marinha à época, com o intuito de proteger suas instalações militares.

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Mosteiro de São Bento
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I Distrito Naval, agora com a sua fachada visível ao público

Curiosamente, antes de se tornar uma área militar, eram os monges do Mosteiro de São Bento, fundado em 1590, que controlavam o trecho de orla que agora foi reaberto ao público. Jeanne Cordeiro, a arqueóloga que fez escavações no entorno da construção histórica, lembra que depois de se instalarem no alto do Morro de São Bento, os beneditinos criaram uma verdadeira cidadela em seu entorno, com tudo o que precisavam!

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Desembarque da Princesa Leopoldina no Rio de Janeiro com o Mosteiro de São Bento no alto (Debret)

No sopé voltado para o mar, conta a arqueóloga, os beneditinos permitiam que fossem erguidas pequenas construções, como bancas de peixe e trapiches, próximo à Prainha, que se transformaria na Praça Mauá. Ali existia uma pequena faixa de terra, com um aterro natural da Baía de Guanabara, até que a área foi ocupada para a instalação do Arsenal da Marinha e passou a receber sucessivos aterros à beira-mar.

A segunda abertura dos portos “às nações amigas”!

Este trecho da Orla Conde estava fechado ao público desde 1808, data da chegada de D. João V ao Brasil! Desde então, a área foi vetada ao cidadão comum, com mais de 200 anos restrita somente à Marinha! Das imediações da Candelária até a Praça Mauá, às margens da Baía de Guanabara e contornando o Morro de São Bento, este belo trecho de orla ganhou boa iluminação, calçadão, bancos e jardins,  encurtando distâncias e revelando uma paisagem espetacular, que ficou escondida de nós por muitos anos!

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Assim como o Maraca, a orla também é nossa!

É um local riquíssimo, que conta a História da formação da cultura brasileira, passeando por 4 séculos ao mostrar as várias épocas da cidade, tais como: o Mosteiro de São Bento, do século VXII, o Arsenal de Marinha, do século VXIII, o seu anexo, do século XIX, o antigo Ministério da Marinha, do início do século 20 e o Museu do Amanhã, do século XXI!

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Agora o povo pode passar em frente ao I Distrito Naval!

O Porto Maravilha e as novas atrações

Quatro armazéns do Porto Maravilha, na Avenida Rodrigues Alves, ou Boulevard Olímpico, como passou a ser chamada, também foram abertos ao público e já se firmaram como um pólo de diversos eventos, e também para a prática de esportes. Em outubro os Armazéns 2, 3 e 4 serão o palco da 4ª edição do bem sucedido Mondial de la Bière.

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Ingressos à venda!

Armazéns: agora Centro de Ocupação Cultural

Isso foi possível porque a Prefeitura do Rio de Janeiro e a Secretaria dos Portos decidiram alterar a finalidade desses galpões, que perderam a classificação de “área de alfândega” e ganharam o status de “centro de ocupação cultural”, então agora eles podem oferecer serviços e boas opções de entretenimento à região. Veja como era o Boulevard Olímpico antes das obras:

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Área do Boulevard Olímpico, próximo ao Mural Etnias, ainda com a Perimetral!
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Área dos armazéns já sem a Perimetral
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Boulevard Olímpico: retirada do entulho após a derrubada da Perimetral

Novo design

A remodelação de toda essa enorme área da Orla Conde incluiu novos bancos de concreto, lixeiras, caixas semafóricas, bancas de jornal, relógios e abrigos de ônibus, que foram desenhados pelo arquiteto Índio da Costa. A proposta é a de integrar o patrimônio histórico a uma moderna concepção de mobiliário urbano. A iluminação pública também recebeu atenção especial, que agora conta com lâmpadas de LED, mais duráveis e econômicas, pois reduzirão o consumo de energia e também baixarão os custos da sua manutenção.

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Onde a Perimetral fazia sombra, hoje há sol, jardins, bancos e muita diversão!
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Vista do Boulvard Olímpico ainda sem o Mural Etnias
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O Boulevard Olímpico, que agora conta com o VLT

O Boulevard Olímpico e o Mural Etnias

E agora o Boulevard Olímpico já com o belíssimo Mural Etnias, pintado pelo grafiteiro Eduardo Kobra, que trabalhou 12 horas por dia, durante 40 dias! Mas valeu a pena, pois o seu trabalho, além de ter ficado lindo e impactante, também entrou para o Guinness, o “Livro dos Recordes”, como o maior painel do mundo, com 250 metros de pura explosão de cores e encantamento! Abaixo, como era:

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A enorme tela em branco, uma festa somente para os cobras (foto do Facebook do artista)
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Kobra é cobra (foto do Facebook do artista)

E como ficou! Quem diria, o antigo “pichador”, que não gostava de estudar, é agora um famosos e talentoso grafiteiro, com várias maravilhadas espalhadas pelas imensas paredes do mundo!

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Boulevard Olímpico com o Mural Etnias pronto e o VLT funcionando
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Kriador e kriatura! Foto do facebbok do artista
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O Boulevard é ainda mais impactante e colorido pessoalmente

A Orla Conde

Esse novo roteiro é bem interessante para quem quer conhecer a cidade por um ângulo novo, mas que tem muita História para contar. A abertura da Orla Conde também tem um significado mais profundo, ao devolver o Centro do Rio aos seus moradores, pois o objetivo é fazer com que eles redescubram as origens da cidade. Enfim, é um espaço único que precisa ser compartilhado pela população, como uma ponte que conecta o futuro ao passado, raiz e motivo de ser de qualquer cidade.

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Praça Mauá lotada nas Olimpíadas
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Ciclistas retomam o seu espaço

Novos usos e atrações

O novo espaço de convivência na região do Porto Maravilha passou a conectar centros culturais das avenidas Rodrigues Alves e Rio Branco e do Largo da Misericórdia, como o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Museu Histórico Nacional, Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), Museu do Amanhã, Museu de Arte do Rio (MAR), Museu Naval, Museu da Justiça e Cais do Valongo. A Secretaria Municipal de Cultura e a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro lançaram o #VemPraOrlaConde, com vasta programação cultural gratuita, para todos os públicos, ao longo da área revitalizada.

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É programa pro ano todo!

A paisagem do Rio devolvida aos cariocas!

Não sei como foi possível para uma cidade que tem o mar no seu DNA, ficar tanto tempo de costas para esse mesmo mar, que ela venera! Também não entendo como os cariocas permitiram a construção da horrenda Perimetral, que fez a cidade perder as suas características solares, ao deixar a paisagem árida e cinza do concreto prevalecer!

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Com belos finais de tarde

Mas, felizmente, a abertura desse novo calçadão litorâneo da Orla Conde fez com que o Rio voltasse a olhar para a Baía de Guanabara de frente, resgatando a sua natureza de ser a Cidade Maravilhosa que sempre foi! E que agora conta com uma novíssima “praia”!

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Um novo point
Orla Conde
E novas atrações

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