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O mestre

O grande artista Burle Marx nasceu em São Paulo, e não no Rio de Janeiro, mas podemos afirmar que ele foi um verdadeiro carioca, pois foi a Cidade Maravilhosa que ele escolheu para viver e é onde estão muitos dos seus trabalhos, como o maravilhoso Sítio Burle Marx!

Considerado um dos maiores paisagistas brasileiros, Burle Marx se formou em artes plásticas e explorou as mais variadas vertentes artísticas. Com um estilo bastante único, ele nos deixou um legado que ganhou o mundo! Quem não conhece o famoso desenho do calçadão da Praia de Copacabana? Mas tem muito mais, então abaixo estão os principais locais para conhecer o trabalho desse artista multifacetado!

Sitio Burle Marx
Burle Marx em seu sítio

Casa-Museu do Sítio Burle Marx

É um ótimo endereço para quem deseja ter mais contato com a flora brasileira, além de conhecer a vida e a obra de Roberto Burle Marx. O Sítio fica em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, local que foi residência particular do paisagista, de 1973 a 1994. O sítio, de 365 mil m², é aberto ao público, mas as visitas devem ser previamente agendadas. O passeio dura aproximadamente uma hora e meia e é guiada por um monitor.

Sitio Burle Marx
Entrada do Sítio Burle Marx

O tombamento

Em 1985 a casa foi tombada e passou a ser considerada patrimônio cultural brasileiro, virando uma Casa-Museu. Lá encontramos uma das mais importantes coleções do mundo, com plantas tropicais e subtropicais com potencial paisagístico, além de milhares de espécies nativas e exóticas de outras regiões do planeta.

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Jardins do Sítio

A flora

Convivendo com a vegetação nativa – formada por espécies pertencentes ao manguezal, à restinga e à mata atlântica – o acervo botânico e paisagístico de Burle Marx inclui cerca de 3,5 mil exemplares cultivados, com ênfase em plantas tropicais autóctones do Brasil, sendo de inestimável valor como testemunho das profundas alterações sofridas pela natureza em nosso país.

Sitio Burle Marx

Sitio Burle Marx

A arquitetura

Além da parte botânica, o visitante pode apreciar a arquitetura, o atelier de pintura, o salão de pedras e as coleções de plantas do paisagista. Unidade especial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e do órgão do Ministério da Cultura (MinC), o local é reúne uma das mais importantes coleções de plantas vivas existentes em todo o mundo.

Sitio Burle Marx
Foto de Carlos Vieira

Sitio Burle Marx

O acervo artístico

Dentro da casa, cerca de três mil peças estão expostas, entre pinturas, desenhos, cerâmica e tapeçaria. As peças fazem parte da antiga coleção do artista e muitas foram feitas por ele.

Sitio Burle Marx
Acervo do Sítio Burle Marx
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Cerâmicas do acervo do Sítio Burle Marx

Programe-se

Sítio Burle Marx 
Quando: aberto de terça a sábado, de 9h30 às 13h30.
Onde: Estrada Roberto Burle Marx, 2019 – Barra de Guaratiba.
Mais informações e agendamento: (21) 2410-1412 / [email protected]

Outras obras cariocas

O icônico Calçadão de Copacabana

Inicialmente, ele foi inspirado na Praça do Rocio, em Lisboa, mas diferentemente de Portugal, onde o traçado das pedras simboliza o encontro do Tejo com o oceano, aqui ele representa as ondas do mar. Quem teve a ideia foi o então prefeito Paulo de Frontim, no início do século passado, para homenagear aos nossos colonizadores.

Burle Marx
As ondas do Calçadão de Copacabana

Mas foi no final dos anos 60, quando a Avenida Atlântica passou por uma grande reforma, que Burle Marx foi chamado para modernizar a calçada, que triplicou de tamanho e foi totalmente redesenhada, ganhando fama mundo afora!

Burle Marx
Estátua de Carlos Drumond de Andrade no calçadão de Copacabana

Aterro do Flamengo

Com 7 quilômetros de extensão, o Parque do Flamengo também está Burle Marx. Em 1958, quando Francisco Negrão de Lima era o prefeito da cidade, houve o desmonte do morro de Santo Antônio e o aterramento da área, que ocupou a orla da Baía de Guanabara, ligando Botafogo ao Aeroporto Santos Dumont.

Burle Marx
Aterro do Flamengo próximo ao Monumento aos Pracinhas

O projeto urbanístico da ocupação desse aterro foi feita por Affonso Eduardo Reidy e Burle Marx foi o responsável pelo paisagismo dos 1.301.306 m² da área, que é um dos pontos mais agradáveis da cidade. Com vista para Baía de Guanabara e com direito a pista de aeromodelismo, quadras esportivas, campos de futebol, playground e até tanque para nauti-modelismo, vale super dar um rolé bike pela ciclovia. Isso, claro, sem falar no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, que fica por lá e sempre está abrigando altas exposições.

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Praia do Flamengo sendo aterrada
Burle Marx
Aterro do Flamengo hoje em dia

Instituto Moreira Salles

Em 1949 Burle Marx criou um painel de azulejos especialmente para a casa do embaixador Walther Moreira Salles, onde hoje fica o museu do Instituto. Este foi um dos primeiros painéis de autoria do artista, obra que foi tombada pelo Patrimônio Histórico. Na época, Burle Marx era aluno de Cândido Portinari, e foi justamente esse painel que os aproximou. Em 2012, o painel que retrata figuras de lavandeiras e de peixes, foi restaurado e é pano de fundo de um belo jardim aquático com lagos  cheio de carpas.

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Painel de Aaulejos de Burle Marx no Instituto Moreira Sales

Quadros do artista

Burle Marx

 

Burle Marx

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