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De novo?

Sim, um raio pode cair 3 vezes no mesmo lugar! Não estou falando do fenômeno Usain Bolt, tri-campeão nas modalidades de 100 e 200 metros e no revezamento dos 400 metros! Não, eu me refiro à nossa sempre “duvidosa” capacidade de organizar grandes eventos. Porque essa desconfiança começou nos Jogos Pan-Americanos, em 2007, se agravou na Copa do Mundo de 2014, quando inúmeras manifestações populares passaram a nos assombrar com o slogan ameaçador “Não vai ter Copa”. E de fato, culminou agora, na conturbada, super-faturada e sempre questionada organização das Olimpíadas Rio 2016!

mosquito da dengue com o símbolo das Olimpíadas
Olimpíadas da dengue?

Mundo x Olimpíadas!

Como se isso não bastasse, as mídias nacionais e internacionais também ajudaram bastante a aumentar essa tensão, quando atacaram diariamente a capacidade do Rio de Janeiro em sediar um evento tão grandioso, minando a auto-estima carioca com manchetes catastróficas e difamatórias. Até um repórter brasileiro, mas meio que “exilado” láááá em Veneza, passou a chamar o evento de “As Olimpíadas do Cocô”! Então, ficou provado, também pelas mídias nacionais e internacionais que, na verdade, cocô era o que saía da boca ferina e venenosa desse recalcado “jornalistazinho do apocalipse”!

Homem jogando tênis: as Olimpíadas serão uma catástrofe?
As Olimpíadas do Rio podem ser uma catástrofe?

 

Até tu, Brutus?

Mas, a bem da verdade, eu mesma tenho que mais uma vez fazer um belo “mea-culpa”, pois passei do orgulho por minha cidade ter sido a escolhida como sede das Olimpíadas, lá em 2009, à total descrença, má-vontade e medo, por tudo de errado que poderia acontecer no Rio de Janeiro! Porque das obras mal feitas e inacabadas, ao pânico em relação à segurança, novamente me vi preocupada e desanimada por receber vários hóspedes estrangeiros nessa “terra de ninguém”!

Manifesto da polícia federal no aeroporto antes das Olimpíadas
Manifestação da Polícia Federal no Galeão, poucos dias antes do início das Olimpíadas

Problemas, problemas e mais problemas…

Assim, somaram-se escândalos de super-faturamento nas obras, atrasos mil, problemas com infra-estrutura e segurança, ameaça da zika, grave crise política e econômica e o desabamento de parte da ciclovia, que só pioraram esse tenebroso cenário pré-olimpíadas! Ainda por cima, teve o baixo astral em relação aos vários e seguidos ataques terroristas que aconteceram na Bélgica, na Turquia, na França e na Alemanha. Então, se lá a segurança falhou feio em TODOS os atentados, as possibilidades de algo monstruoso acontecer por aqui durante as Olimpíadas seriam enormes!

Remédio contra mosquito no formato do símbolo das Olimpíadas
Olimpíadas da dengue?

Por tudo isso, mais uma vez sofri e me preocupei além da conta, pois já tinha vivido isso tudo em 2014 , quando problemas semelhantes aconteceram durante a Copa 2014! No entanto, no final aquele evento deixou um saldo extremamente positivo para o país, em termos tangíveis e intangíveis (leia meu relato sobre a Copa 2014). Por outro lado, sei que nem tudo foram flores durante a Copa e as Olimpíadas! Mas, mais uma vez a cidade, o país e seu povo maravilhoso conseguiram dar a volta por cima e fazer um espetáculo criativo, alegre e emocionante, que já entrou para a História, apesar dos inúmeros problemas e da pouca verba que tivemos!

Anel dos 5 continentes no encerramento das Olimpíadas
Cerimônia de encerramento das Olimpíadas
Desenho do Cristo feito com pessoas no encerramento das Olimpíadas
O Cristo onipresente

Mais uma virada no jogo!

Pois é, provamos novamente que o “jogo de cintura”, tão comum aos brasileiros, quando usado para o bem, e não apenas para “se dar bem”, faz uma enorme e positiva diferença! Esta mudança dificílima de mentalidade é que precisa se incorporar à nossa cultura, pois já vimos várias vezes que, unidos por uma boa causa e sem o pernicioso “jeitinho brasileiro”, podemos operar verdadeiros milagres e conseguir transformações significativas!

Desenho do Pão de Açúcar formado por pessoas no encerramento das Olimpíadas
O Pão de Açúcar no encerramento das Olimpíadas

Os destaques das Olimpíadas

E assim foi, pela terceira vez! Na primeira semana antes das Olimpíadas, os mais variados contratempos apareceram, alguns bem básicos que queimaram bastante o nosso filme…mas acabaram sendo resolvidos ou minimizados, deixando um saldo bem mais positivo do que negativo, ufa!!! Então, dentre as mais variadas iniciativas, as minhas medalhas de ouro vão para:

A cerimônia de abertura

Ora, ora, quem diria, depois de tantos tropeços, finalmente começamos a entrar nos eixos e conseguimos virar o jogo, aos 45 minutos do 2º tempo, encantando e surpreendendo cerca de 5 bilhões de espectadores mundo afora! E então, mostramos que temos capacidade sim, de fazer um show criativo e emocionante, com apenas 15% da verba que foi destinada à cerimônia de Londres!!!

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Cerimônia de abertura das Olimpídas
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Mostramos a nossa alegria!
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Cantamos a nossa música junto com Tom Jobim, nosso “muso”!

Quem acendeu a pira

Sem dúvida alguma, a escolha de Vanderlei Cordeiro da Silva não poderia ter sido mais representativa! A princípio, fiquei meio frustrada por não ter sido Pelé, o nosso “Atleta do Século”, mas no final das contas, o simpático maratonista caiu feito uma luva dentro do nosso contexto olímpico! Assim, com muito fairplay, alegria e descontração, mais uma vez os cariocas conseguiram dar a volta por cima e passar a perna nas inúmeras adversidades! Então, viva a gambiarra!

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Vanderlei Cordeiro da Silva, medalhista de ouro na modalidades fairplay e simpatia!
A pira olímpica das Olimpíadas
A escultura cinética de Antony Howie: mais uma inovação das nossas Olimpíadas!

A Pira do Povo na Candelária

Pela primeira vez na história dos Jogos, a pira ficou fora do Estádio Olímpico, mas essa ideia genial deu super certo! Então, próxima à área revitalizada da Praça Mauá, seguindo pela agradável Orla Conde, a “Pira do Povo” virou ponto obrigatório de turistas e torcedores! Além da belíssima escultura cinética de Antony Howie, também brilharam as projeções de luzes na Candelária, ao fundo, formando um espetáculo gratuito inesquecível! Além disso, deu #pireinapira direto!

a 2ª pira olímpica no centro do Rio de Janeiro nas Olimpíadas
“Pira do Povo” com a Igreja da Candelária ao fundo abençoando as Olimpíadas!

As Arenas

De fato, foram construídos 32 estádios e ginásios simples, mas bonitos, aprovados pela maioria dos atletas e dos torcedores! Além de bonito, o enorme espaço do Parque Olímpico também foi muito bem aproveitado com várias atrações paralelas às competições. A mega loja, apesar dos preços salgados, tinha muitas opções para todas as idades. Ademais, o Maracanã, o Maracanãzinho e o Engenhão também estavam bem adequados, com bom acesso e ótima sinalização dos incontáveis voluntários!

Arenas 1, 2 e 3 no Parque Oímpico nas Olimpíadas
Parque Oímpico: Arenas 1, 2 e 3
Arena do tênis nas Olimpíadas
Arena do tênis, a mais bonita!

Mobilidade

As férias escolares e os 4 feriados funcionaram bem, assim como as faixas olímpicas (que foram respeitadas!), o novo metrô da linha 4, o BRT e o VLT. As falhas nos 3 últimos foram pontuais e logo ajustadas às necessidades;

Linha 4 do metrô na ponte estaiada na Barra da Tijuca, pronta para as Olimpíadas
Linha 4 do metrô na ponte estaiada na Barra da Tijuca
Estação do BRT_Olimpíadas 2016
Estação do BRT

Segurança

O aumento de 20 mil para 85 mil agentes da Força Nacional deu a sensação de segurança à cidade, mas infelizmente não impediu a lamentável morte de um dos seus membros. Mas, como disse uma inglesa com quem conversei na fila do Engenhão, a “bolha olímpica” em que estávamos inseridos funcionou muito bem!

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Obrigada Força Nacional! Olimpíadas garantidas!

Infraestrutura

Apesar das inúmeras críticas, os receios em relação à organização das Olimpíadas, aos aeroportos do Galeão e o Santos Dumont não se justificaram, porque funcionaram bem e deram conta dessa hercúlea tarefa de receber tantos passageiros! Similarmente, os sistemas de energia e comunicação, grande preocupação antes dos jogos, foram bastante eficientes! E assim, no dia 22/08/2016 o Galeão teve recorde de público, quando 85 mil passageiros lotaram o aeroporto, sem confusão! Aliás, a apresentação ao vivo de Escolas de Samba e de bossa-nova amenizaram a espera nas longas, porém organizadas filas!

Aeroporto do Galeão lotado de aeronaves nas Olimpíadas 2016
Aeroporto do Galeão: pistas lotadas de aviões comerciais e jatinhos particulares

Hospitalidade

Passada a “marra” e a má-vontade inicial, os cariocas e os brasileiros em geral voltaram à sua vocação natural de alegres e hospitaleiros anfitriões, ajudando os turistas estrangeiros com muita presteza e simpatia, compensando até mesmo a falta de conhecimento de línguas estrangeiras!

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Obrigada voluntários! Sem vocês não haveria as Olimpíadas

As surpresas das Olimpíadas

Thiago Braz, ouro no Salto com Vara; Martine Grael e Kahena Kunze, ouro na Vela; Alison e Bruno Schmidt, ouro no Vôlei de Praia; Rafaela Silva, ouro no Judô; Robson Conceição, ouro no Boxe; Isaquias Queiroz, prata na Canoagem; Felipe Wu, prata no Tiro, Poliana Okimoto, bronze na Maratona Olímpica; Maicon Siqueira, bronze no Taekwondo; Mayra Aguiar, bronze no Judô; Rafael Silva, bronze no judô! Parabéns a todos! E aos outros medalhistas, parabéns também!

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Thiago Braz: medalha de ouro no salto com vara
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Nossos atletas olímpicos

A tolerância

Sem sombra de dúvida, não poderia ter sido de outra forma! Os brasileiros em geral, e os cariocas em particular, primam pela generosidade e tolerância com o que é dito “diferente”! Pois me responda em que outro lugar da face da terra, além do Saara, no Centro do Rio de Janeiro, árabes e judeus convivem tão bem, há anos? Ademais, não se esqueçam que em 2009 o Rio foi eleito como o melhor destino gay do mundo e que houve 2 pedidos de casamento no Parque Olímpico: um feito entre 2 moças e outro entre 2 rapazes! E o melhor de tudo, ambos disseram SIM!!! Que sejam felizes!

Beijo após um pedido de casamento durante as Olimpíadas 2016
O amor é sempre lindo! Ainda mais nas Olimpíadas

O Boulevard Olímpico

Parte da grande área revitalizada da Zona Portuária do Rio, essa nova avenida do Porto Maravilha conta agora com o belíssimo “Mural Etnias”, pintado especialmente para o evento pelo grafiteiro Eduardo Kobra, que trabalhou 12 horas por dia, durante 2 meses! Mas valeu a pena, pois o seu trabalho entrou para o Guinness, o “Livro dos Recordes”, como o maior painel do mundo, com 250 metros de pura explosão de cores e encantamento!

Mural do grafiteiro Kobra feito especialmente para as Olimpíadas 2016

A figura de um índio no mural do grafiteiro Kobra_Olimpíadas 2016

Figura de um esquimó no mural do grafiteiro Kobra_Olimpíadas 2016

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Figura de um aborígene no mural do grafiteiro Kobra_Olimpíadas 2016

As Casas dos Países

Com inúmeras festas, atrações e brindes, essas casas temáticas vão deixar muita saudade! Porque foram dezenas de endereços espalhados por vários cantos da cidade, com programações intensas e diversificadas que conseguiram entrar, com louvor, na apertada e concorrida agenda olímpica! Assim, algumas ficaram em lugares paradisíacos, como o Baixo Suiça (fotos abaixo) e sete delas vão permanecer abertas durante as Paralimpíadas!

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“Baixo Suiça” na Lagoa Rodrigo de Freitas

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Os voluntários

Tanto o Panamericano, como a Copa e as Olimpíadas, NADA seria possível sem eles! Muitas vezes sem nem mesmo falar um idioma estrangeiro, os simpáticos(as) voluntários(as) conseguiram a mágica de se comunicar com os gringos! Vi várias cenas do gênero, coisa de brasileiro, sabe como é…

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De novo: obrigada voluntários!

Os mitos das Olimpíadas

Pois é, foi aqui, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, e não em outra cidade, que Bolt e Phelps quebraram seus recordes mais uma vez, conseguiram seus tri-campeonatos e disseram adeus aos pódios em grande estilo! E foi também aqui que o fenômeno Simone Biles brilhou para o mundo na sua primeira e vitoriosa Olimpíada! E não preciso falar mais nada!

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O Raio Usain Bolt! Brilhou de novo nas Olimpíadas
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Mais uma vitória de Phelps!
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A simpatia de Simone Biles

Os dois ouros da redenção!

De fato, com as duas últimas medalhas de ouro no futebol e no vôlei masculino, dois fantasmas foram finalmente exorcizados, e de uma só vez! Fechamos literalmente as Olimpíadas com chave de ouro, então a piadinha do 7×1 já deu, né alemoada? Rogério Micale reconheceu seus erros, deu a volta por cima e acabou fazendo um belo trabalho com a seleção de futebol! No vôlei, Bernardinho somou mais um título à sua brilhante trajetória e Sérginho já pode finalmente se aposentar, também em grande estilo!

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Time do vôlei e equipe técnica
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Seleção brasileira

O Visit.rio das Olimpíadas

Esse guia turístico, bilíngue e gratuito, foi amplamente distribuído para os turistas. Porque nele há informações e dicas preciosas sobre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos e também sobre as atrações no Rio. São dicas preciosas de como chegar, preços, horários, etc. Então, os exemplares e mapas da cidade estão sendo distribuídos nos vários quiosques espalhados por aeroportos, shoppings, praças e praias.

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Os copos de cerveja

Sem dúvida, o preço era salgado (R$ 13,00!), a cerveja era gelada mas não tão boa, mas colecionar esses copos com as diferentes modalidades olímpicas virou febre e fez muita gente voltar a ser criança, trocando os repetidos! Assim, vi muito marmanjo dizendo que a troca era para completar a coleção do “filho”! Hãhã…

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Recordação das Olimpíadas de 2016

Frase ninja!

 

O Rio de Janeiro é a ‘ex’ que ficou gostosa!

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Mas claro, houve vários descompassos olímpicos também, que receberam medalha de lata enferrujada, tais como:

Os erros das Olimpíadas 

A Vila dos Atletas inacabada

Sem sombra de dúvida, esse foi o maior mico! Assim, depois de muitas queixas de ralo entupido, infiltrações, pintura inacabada, rede elétrica falhando, sujeira, etc., 630 profissionais foram chamados às pressas para terminar o que já deveria estar mais do que pronto! Como se isso já não bastasse, o prefeito ainda conseguiu piorar a cena, falando besteira sobre a equipe australina. Pois ele é muito sem noção, então podíamos ter dormido sem essa! E ele teve ainda que se retratar, quando recebeu um canguru de pelúcia dessa mesma delegação! Seja como for, sem comentários…

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Eduardo Paes e a australiana Kitty Chiller: o canguru é o símbolo do faiplay na Austrália desde os anos 80, entendeu prefeito, ou tem que desenhar?

A piscina verde

Pode isso Arnaldo? A regra é clara: piscina verde é óbvio que não pode! O Incrível Hulk iria competir? Não né, então foi outro mico que pagamos desnecessariamente! E ficou feio na TV, e demorou para ser explicado e mais ainda para ser resolvido… Enfim, um fiasco!

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Parque Aquático Maria Lenk

As decepções olímpicas brasileiras

Como assim, nenhuma medalha para a natação, é isso mesmo??? Que pena, as meninas do futebol mereciam pelo menos o bronze… Porque um time que tinha Marta deveria estar pelo menos entre os 3 primeiros lugares! Ademais, as meninas do vôlei também não foram nada bem, nem as do basquete, nem as do handball, nem as da ginástica artística! E tem mais, dos 465 brasileiros que participaram dos Jogos do Rio, 33 ficaram na lanterna nas suas respectivas modalidades! Lamentável!

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A desolação de Marta

Os preços estratosféricos

TUDO, absolutamente TUDO estava hiper-inflacionado, numa cidade que já estava caríssima, há anos! Ôôôô ambição desmedida, só porque viriam os gringos com os seus dólares e euros? E como ficamos nós, brasileiros que ganham um desvalorizado real e estam atravessando uma terrível crise econômica? Então, pode o nosso mascote de pelúcia custar R$ 100,00? Feio isso, mas bem-feito, como castigo, muitos ingressos encalharam!

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Ingressos caríssimos e dificílimos de comprar!

As longas filas

Ok, brasileiro deixa tudo para a última hora, mas faltou contingente para fazer as revistas de “aeroporto internacional” nas entradas das arenas e dos estádios! Por isso, muita gente perdeu o início ou quase toda a competição, das mais variadas modalidades! Outro furo: o metrô só funcionava até 1 hora da manhã, e como várias competições acabaram bem depois disso, muitas pessoas ficaram na mão! Why????

As filas intermináveis nas Olimpíadas de 2016
As filas intermináveis

A alimentação

Conjunção dos astros para dar tudo errado? Não, foi incompetência mesmo, pois faltou comida, faltou bebida, quando vinha a comida ela estava ou congelada ou queimada! Os funcionários não davam conta de tanta gente, apesar de haver uma fila específica para comprar o tíquete e outra para pegar os produtos, ambas enoooormes! Depois essa questão, pra lá de básica, foi resolvida, mas foi outro mico gigante e inadmissível! Tudo foi bem amenizado depois, mas de novo pergunto: why?

Novos comentários do prefeito

Mas eu não vou nem perder o meu tempo e o seu elencando as bobagens e piadinhas sem graça dele…como falou asneira! Olha a cara do toupeira!

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Paes falou muuuuuita besteira!

O francês do salto com vara

Antipáááático toda vida, Renaud Lavillenie, que é campeão mundial e foi medalhista de ouro em 2012 nas Olimpíadas de Londres, após ter ficado com a prata, reclamou das vaias do público brasileiro. Ainda teve o seu chororô no pódio, na cerimônia de entrega das medalhas… mas o ápice da boçalidade foi a comparação que ele fez entre a plateia brasileira e a da Alemanha Nazista, nas Olimpíadas de 1936! É, inveja e arrogância são uma caca!

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Renaud Lavillenie criticando as vaias do público

Um certo louro de farmácia

Tão mentiroso e falso como os seus cabelos platinados, virou piada mundial e perdeu todos os seus patrocinadores! Locht, aprenda essa para o resto da sua vida: “se beber, não fale”! Outra dica, vê se cresce, seu bonitinho mas ordinário!

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Ótimo trocadilho!

Algumas considerações pós-olímpicas: fatos relevantes

A rendição das mídias

Novamente as mídias se renderam e se rasgaram em elogios e “mea-culpas”, depois de detonarem a cidade e as Olimpíadas sem dó nem piedade! Assim como aconteceu na Copa de 2014, jornalistas brasileiros e estrangeiros se desculparam e escreveram belos textos elogiando a cidade, inspirados pelas suspresas com o que estavam vendo! Confira alguns bons textos clicando nos sites abaixo:

Registros

Estrangeiros elogiam “alto astral” da abertura e dizem que Jogos são um “respiro” para o Brasil
COI faz balanço da Rio 2016 e elogia evento: Icônico
Eu não aguento mais ataques ao Brasil. Cansei!
Vejo mais mosquitos em Paris do que no Rio!
O que passa e o que fica
Brazil: the only way is up
Oh Rio, Rio — the unbelievable Olympics men’s road race

Depoimentos

Faria, sim, a Olimpíada outra vez aqui. O Rio mostrou que é possível ter Jogos em países que não lideram a lista do PIB. Thomas Bach, Presidente do COI

Já sinto saudade da beleza do Rio e da simpatia do seu povo. Obrigado por nos fazer sentir tão bem-vindos! Michael Phelps, nadador e mito americano

Isto é uma alegria contagiante, esta música, esta dança. Parece que o Brasil está colocando o seu coração nesta cerimônia de encerramento numa forma que simplesmente não ocorreu na abertura. Sarah Lyall, New York Times 

Adorei esta:

A chama foi apagada, fogos brancos brilhantes disparados do teto do estádio e capturados por uma câmera externa. O Maracanã é um farol iluminado no Rio. Isso foi espetacular!” BBC

Ausências comemoradas com medalha de platina

A zika, o terrorismo e a poluição das águas! Apesar do grande alarmismo que veio das mídias estrangeiras, principalmente dos Estados Unidos, não houve um só registro de dengue, zika ou chicungunha! O Rio está, pelo menos por enquanto, mais seguro do que Miami! E cheio de novíssimas atrações no Centro, veja o mapa abaixo :

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Mapa das novidades no Centro do Rio

A sujeira da Lagoa Rodrigo de Freitas e da Baía de Guanabara não impediram que as provas fossem realizadas. E ainda mostramos belíssimas paisagens para o mundo! Mas claro, isso não é motivo para que a despoluição seja novamente esquecida! O terrorismo, ainda bem, deixou o Rio de Janeiro em paz! O esquema de segurança foi revisto e reforçado, vários suspeitos foram detidos e o medo deu lugar ao alívio e à descontração!

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Praça Mauá lotada!

A hospitalidade

Além dos Jogos em si, a despedida da cidade também vai ficar na memória por muito tempo, mais uma vez pela criatividade e alegria! Trinta componentes, entre passistas e ritmistas da Mangueira, com muita ginga e samba no pé, alegraram os passageiros do Aeroporto Internacional! A Banda Nova, que tem o filho e o neto de Tom Jobim como integrantes, tocou bossa-nova e também encantou atletas e turistas. E claro, o mascote Vinícius também apareceu lá para se despedir! Antes do embarque, muitos deixaram simpáticos recados num mural de despedida, que vai compor o acervo histórico do Galeão!

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Equipe australiana, agora bem satisfeita!
Olha o Vinícius aí, geeeeeente!

Minha visão das Olimpíadas

Não sou nada fã do nosso prefeito, mas não tem como não dar a mão à palmatória, pois ele fez coisas incríveis pela cidade! Inspirando-se nas Jogos de Barcelona 1992, que foram um sucesso e um dividor de águas naquela cidade, no quesito turismo, Eduardo Paes revolucionou a paisagem, a mobilidade e o lazer no Rio de Janeiro. Ele foi um visionário que sempre acreditou no enorme potencial turístico do Rio de Janeiro, principalmente da Zona Portuária, e também ajudou a devolver a auto-estima aos cariocas, que estava no chão!

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Paes literalmente detonou a cidade, para que outra muito mais bonita e amigável ressurgisse da poeira

O Centro revitalizado

A cidade, agora, tem uma bela opção de lazer em pleno Centro da cidade, que estava bem degradado e esquecido! E quando vemos as fotos do antes e do depois da derubada da Perimetral, e todas as mudanças que vieram junto, realmente não dá para acreditar que ficamos taaaanto tempo com esse horrendo elevado encobrindo paisagens, praças e belos edifícos históricos!

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Orla Conde
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Orla Conde bem animada durante as Olimpíadas

O entorno da Candelária

A área da Igreja da Candelária também foi revitalizada e agora é um agradável espaço com boa iluminação, paisagismo e bancos para se sentar e apreciar a beira-mar, agora sem interferências! A poucos passos de lá temos food-trucks e food-bikes e em breve contará com quiosques padronizados. Veja as fotos abaixo que mostram o antes, o durante e o após a derrubada do medonho Elevado da Perimetral!

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A Candelária aparece à esquerda; à direita a Perimetral serpenteia toda a beira-mar
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A igreja da Candelária cortada pelo horrendo elevado!
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As obras de revitalização após a derrubada do elevado
Área da Candelária revitalizada para as Olimpíadas 2016
A agradável beira-mar foi devolvida à paisagem urbana! Nada mais tampa a visão da bela Candelária!

A Praça Mauá, onde tudo começou!

A transformação da Praça Mauá também pode ser vista nas fotos abaixo, que mostram a enorme extensão do elevado da Perimetral, que seguia do Aeroporto Santos Dumont até o final da Zona Portuária, no Armazém 8!

Praça Mauá sem o Museu do Amanhã_Olimpíadas 2016
Praça Mauá sem o Museu do Amanhã
Praça Mauá sem as obras e sem o Museu do Amanhã_Olimpíadas 2016
Praça Mauá escondida pelo elevado da Perimetral e o seu píer ainda sem o Museu do Amanhã
Viaduto da Perimetral antes da implosão para as Olimpíadas 2016
Outro ângulo do enorme elevado encobrindo e enfeiando a Praça Mauá
Viaduto da Perimetral antes da implosão para as Olimpíadas 2016
Além da beira-mar, vários prédios antigos e históricos ficaram escondidos, por anos
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Praça já sem a Perimetral, obras a todo vapor!
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Praça Mauá com o Museu do Amanhã

A Praça XV

A Praça XV, outro belo ponto turístico e histórico, cartão de visita da cidade durante três séculos, também precisava de uma repaginada para voltar a ter o glamour dos bons tempos! Então, as marcantes mudanças na sua paisagem devolveram a visibilidade de prédios históricos antes esquecidos, tais como o Paço Imperial (1743), o Chafariz da Pirâmide de Mestre Valentim (1789), o antigo Convento do Carmo, o Arco dos Teles, entre outros.

Olimpíadas 2016
A Praça XV e vários prédios históricos cortados pela Perimetral

A Praça XV, com seus 215 mil m² de áreas verdes de puro lazer, formam agora um grande passeio público, que permite uma agradável caminhada à beira-mar até o Armazém 8, na Zona Portuária. Aos poucos, as pessoas começaram a reocupar esses espaços, que transbordaram de incríveis atrações durante as Olimpíadas! Pedestres e ciclistas já têm desfrutado bastante da Orla Conde, uma bem-vinda novidade!

Olimpíadas 2016
A bela Praça XV encoberta pelo feio elevado
Viaduto da Perimetral quase todo demolido_ Olimpíadas 2016
A implosão do elevado
Entulho da implosão do Viaduto da Perimetral_Olimpíadas 2016
A retirada do entulho
Vista aérea da Praça Mauá_Olimpíadas 2016
Praça livre do minhocão! Orla Conde quase pronta!

O “legado” olímpico

Não cabe aqui discutir o polêmico mérito político-econômico desses 7 estressantes anos, mas sim destacar o significado do tão falado “legado” pós Olimpíadas, o maior evento esportivo do mundo! Acho que muito pouco do que temos visto de bom e de novo na nossa cidade não teria saído do papel, se não fossem as Olimpíadas e a obssessão de Eduardo Paes! Tudo começou com a ideia “estapafúrdia” da derrubada da Perimetral e a modernização da Praça Mauá, que nada tinham a ver com as instalações olímpicas propriamente ditas, mas que na verdade tinham tudo a ver com o “espírito” das Olimpíadas!

E não é que deu certo?

A escolha por reurbanizar a Praça Mauá, local histórico onde o Rio de Janeiro teve o seu início, não se deu ao acaso, pois lá seria, pela segunda vez, o berço do renascimento de uma cidade mais humana, acolhedora e moderna. Das cinzas de um enorme lugar degradado e abandonado por seus habitantes, assim como era a zona portuária de Barcelona, antes de 1992, ressurgiu aqui no Rio um belo e agradável espaço de convivência!

Praça Mauá lotada nas Olimpíadas de 2016
Museu do Amanhã na Praça Mauá

A Orla Conde

A beira-mar e todo o seu entorno de mais de 5 milhões de metros quadrados foram devolvidos aos cariocas, que se esbaldaram durante as Olimpíadas! Novo queridinho do povo, o Centro da cidade, agora revitalizado, com bons acessos e várias opções de lazer, bateu a Praia de Copacabana no quesito cartão-postal mais disputado da cidade! A Orla Conde b-o-m-b-o-u! Veja as atrações abaixo:Mapa das atrações na Orla Conde durante as Olimpíadas 2016

 

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Boulevar Olímpico revitalizado!

Veja o Boulevard Olímpico como era antes das inúmeras e bem-vindas intervenções!

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Área do Boulevard Olímpico, próximo ao Mural Etnias, ainda com a Perimetral!
Obras no Boulevard Olímpico para as Olimpíadas 2016
Boulevard Ollímpico começando a surgir em meio ao entulho das obras

Um up na mobilidade

A duplicação da pista do Elevado do Joá, o metrô da linha 4, o BRT e o VLT, para citar apenas alguns itens, também foram obras vitais para a cidade, melhorando a difícil e caótica mobilidade na cidade. Resta agora ficar de olho bem aberto para que as melhorias feitas sejam mantidas pela população e pelos órgãos públicos responsáveis, e que as obras inacabadas não fiquem esquecidas e abandonadas! Cabe a nós, cidadãos, continuar fazendo essas cobranças!

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VLT na Zona Portuária

Saudade, palavra tão brasileira…

É, tudo o que é bom dura pouco (nunca pensei que fosse dizer isso sobre as Olimpíadas!)…O que fica é um sentimento de orgulho e de dever (bem) cumprido! E a certeza de que agora a palavra SAUDADE é conhecida por quase 5 bilhões de pessoas ao redor do mundo! OBRIGADA RIO! Foi incrível, foi divertido, foi inesquecível, foi épico!!!

Mural na Zona Portuária_Olimpíadas 2016
Sim, saudade é amor!

Boa sorte Tóquio 2020! Mas antes, Paralimpíadas, aqui vamos nós outra vez!

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Arigatô Rio! Bem-vinda Olimpíadas do Japão
Vários atletas em várias modalidades paraolímpicas_Olimpíadas
Acabam as Olimpíadas, começam as Paraolimpíadas

Registros “olímpicos”!

Pessoas

– 5 bilhões de espectadores de todo o mundo acompanharam o evento;– 13 milhões de passageiros foram transportados pelo metrô carioca; o recorde em um único dia foi de 1,12 milhões de pessoas;
– 4 milhões de visitantes lotaram os 3 novos e enormes espaços públicos: Praça Mauá, Parque de Madureira e Centro Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande;
– 1,17 milhões de turistas vieram ao Rio, sendo 760 mil brasileiros e 410 mil estrangeiros;
– 1 milhão de pessoas foram à Praça Mauá no dia 21/08;

Aspectos Positivos

– 96% dos turistas recomendariam o Rio aos amigos, porque acharam os cariocas ótimos anfitriões;– 94% foi o índice da ocupação hoteleira;
– 94,6% dos estrangeiros aprovaram os aeroportos;
– 91% gostaram das arenas olímpicas;
– 90% foi o índice de aprovação no quesito segurança;
– 83% se sentiram seguros no Rio e gostaram do comportamento da torcida;
– 78% não sentiram dificuldade em se deslocar;
– 76% elegeram a praia como melhor programa ; depois o Cristo Redentor; por último o Pão de Açúcar);
– 70% foi quanto o comércio cresceu na Zona Sul;
– 24% elegeram o sistema de transporte como o aspecto mais positivo;
– 114 quilômetros de vias com BRT estão disponíveis até agora;
– 9 entre 10 turistas pretendem voltar à cidade;

Aspectos Negativos

– 38% apontaram o calor como o pior aspecto;
– 2 mil toneladas de lixo, aproximadamente, foram recolhidas nos 17 dias do evento;

Recordes

– 73 recordes mundiais e olímpicos foram batidos;– 63% acharam que os Jogos do Rio foram tão bons ou até melhores do que os das edições anteriores;
– 28 medalhas, sendo 23 de ouro, foram ganhas por Michael Phelps, maior atleta olímpico de todos os tempos;
– 39º lugar seria a sua classificação mundial, se Phelps fosse um país!

Curiosidades

– 62% dos turistas eram homens e 40% vieram com suas famílias;
– 40% dos visitantes foram ao Boulevard Olímpico; 30% ao Corcovado; 20% às praias; 10% ao Pão de Açúcar;– 30% foi o aumento nas visitas aos pontos turísticos;– 17% dos estrangeiros eram americanos, 11% argentinos e 8% alemães;
– R$ 424,00/dia foi a média gasta pelos estrangeiros; a dos brasileiros foi R$ 310,00/dia;
– 9 dias foi o tempo médio que os turistas ficaram na cidade.

Números

– 2,6 milhões de materiais impressos (guias e mapas) foram distribuídos nos postos de informações turísticas;
– 135 mil pessoas partiram da cidade no dia 22/08: 85 mil pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim e 50 mil por terra;
– 28 mil bagagens foram despachadas nesse dia;
– 26 mil jornalistas credenciados cobriram o evento;
– 11.303 atletas disputaram 42 modalidades em 32 arenas;
– 8,7 mil atendimentos médicos foram realizados, a maioria por crise hipertensiva;
– 206 delegações de países participaram dos Jogos;

Desempenho brasileiro

– 71 disputas do Brasil em finais: esse desempenho é 49% superior ao de Londres 2012, quando foram apenas 36 finais!
– 19 medalhas foi o número do Brasil nesta Olimpíada, em 12 modalidades apenas (em 2012 foram 17);
– 13º lugar foi a nossa colocação;
– 700 milhões de reais foram arrecadados pelo COB em 4 anos, um investimento 50% maior do que o de 2012. Mas, a melhora no desempenho foi de apenas 10%! Tem alguma coisa errada aí!

Cristo Redentor com medalha olímpica nas Olimpíadas
E o Cristo também recebeu a sua merecida medalha

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